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MAH revela a história e os bastidores de “Dorama”

Foto do escritor: marketing74558
marketing74558
9 de out.
4 min de leitura

MAH está pronto para lançar “Dorama”, faixa que nasceu de uma brincadeira, virou refrão e ganhou um clipe cheio de referências ao universo dos doramas, animes, mangás, K-pop e da cultura pop asiática. O artista contou à Music Stream que a ideia inicial surgiu depois de uma pessoa com quem ele se relacionava fazer uma comparação descontraída, dizendo que ele parecia alguém de “olhos puxados”, quase como um idol.


Foto/Reprodução
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A partir dessa piada, veio a primeira faísca criativa. MAH transformou o comentário em ponto de partida para o refrão e, dali, construiu uma música que ele mesmo define como uma grande bobeira divertida. “Dorama” não nasce tentando ser séria demais. Pelo contrário: a graça da faixa está justamente na leveza, no humor e na maneira como o artista abraça uma fantasia visual sem medo de brincar com referências.


Uma música que nasceu de uma piada

Segundo MAH, desde o início “Dorama” sempre teve um lado muito engraçado. A música surgiu de uma sacada simples, quase cotidiana, mas que abriu espaço para um universo inteiro. A comparação com um personagem de dorama ou um idol virou provocação criativa, e o artista se divertiu escrevendo a faixa justamente por ela carregar esse clima de exagero, imaginação e brincadeira.


Essa origem ajuda a entender o tom da música. “Dorama” não tenta apenas citar elementos da cultura pop asiática como estética. A faixa parte de uma fantasia afetiva, daquelas que nascem quando alguém projeta em outra pessoa um personagem idealizado. É o tipo de situação que parece absurda, mas que muita gente já viveu de algum jeito: transformar alguém comum em protagonista de uma narrativa que só existe na própria cabeça.


O plot twist do clipe

O clipe de “Dorama” também trabalha com essa ideia de projeção. MAH explicou que, no final, a personagem feminina estava fantasiando tudo. Ela gosta de animes, mangás e desse universo visual apresentado no vídeo, e acaba projetando no garoto uma imagem idealizada, como se ele fosse o personagem perfeito da história dela.


Foto/Reprodução
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Só que, dentro da narrativa, o garoto não tem nada a ver com aquilo. Ele vira uma tela onde ela deposita suas referências, desejos e fantasias. Por isso, para quem não entendeu o final, MAH deixa o aviso: é preciso voltar, assistir de novo e reparar nos detalhes. O clipe foi pensado para funcionar como uma fantasia imaginária, quase como se a personagem estivesse vivendo seu próprio episódio de dorama particular.


Esse detalhe deixa o vídeo mais interessante porque tira a história do lugar óbvio. Não é apenas um romance estilizado com referências asiáticas. É uma narrativa sobre imaginação, projeção e sobre como a cultura pop ajuda as pessoas a criarem personagens ideais na própria cabeça.


Quando o visual nasce antes da música

Além de cantor e compositor, MAH também carrega uma relação forte com o design. Para ele, o designer e o artista coexistem: um ensina o outro o tempo todo. Essa conexão aparece diretamente no processo de criação de “Dorama”. O artista contou que muitas músicas surgem primeiro como imagem, antes mesmo de estarem completamente escritas.


Foto/Reprodução
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No caso de “Dorama”, o refrão veio acompanhado de uma ideia visual quase imediata. A estética ajudou a construir o restante da música, mostrando como o olhar visual de MAH influencia sua escrita. Ele se define como uma pessoa muito visual, alguém que pensa a música também como cena, imagem, figurino, atmosfera e narrativa.


Essa característica faz com que “Dorama” tenha uma identidade própria. A faixa não existe separada do clipe, e o clipe não funciona apenas como ilustração da música. Os dois se alimentam. A sonoridade, as rimas, o humor e a estética fazem parte do mesmo universo.


Dorameiros, otakus, K-poppers e crias: todo mundo foi convocado

Na hora de falar com o público, MAH deixa claro que “Dorama” é para muita gente. Dorameiros, otakus, K-poppers, cosplayers, crias, gente do Rio, de São Paulo e de qualquer lugar que se identifique com essa mistura de referências estão convidados para entrar na brincadeira.


O lançamento chega no dia 9, sexta-feira, em todas as plataformas digitais, com videoclipe no YouTube. E, segundo o próprio artista, o clipe está “maravilhoso”. Mas MAH também faz questão de lembrar que, além da estética e da diversão, existe rap ali: rimas, barras e presença de microfone.


Essa combinação é o que dá personalidade ao projeto. “Dorama” brinca com um universo visual muito específico, mas sem abandonar a entrega musical. Tem conceito, tem humor, tem plot twist, tem cultura pop e tem verso.


Um lançamento com cara de fantasia pop

“Dorama” parece nascer justamente desse encontro entre brincadeira e identidade. A música parte de uma piada pessoal, mas se transforma em um lançamento com universo próprio, pensado para quem gosta de referências visuais fortes e narrativas leves, divertidas e cheias de personalidade.


Ao transformar uma comparação inesperada em música, MAH mostra como uma boa ideia pode surgir de qualquer lugar. Às vezes, uma frase dita no meio de uma brincadeira basta para abrir uma estética inteira. No caso de “Dorama”, essa estética virou refrão, clipe e fantasia.


No fim, a proposta é simples: entrar no universo do artista, assistir ao clipe com atenção e perceber que nem tudo que parece romance é exatamente romance.

Às vezes, é projeção. Às vezes, é imaginação. Às vezes, é só uma grande brincadeira visual com rimas e barras.


E, como MAH resume, é o Conita no mic.


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